O que ver em um dia em Amsterdam

Amsterdam é daquelas cidades que parecem que foram planejadas para que a gente possa se perder por ali. Seja através da história, da arquitetura, dos canais que para muitos são confusos e por aí vai. Mas se você só tem um dia para estar por lá, a gente vai te ajudar a resumir um pouco de tudo o que é a cidade e dar algumas dicas básicas.

Um pouco de história não faz mal a niguém!

Um dia parece pouco mas se você se planejar vai perceber que o seu tempo foi bem utilizado por lá. Antes de começar, você precisa saber algumas coisas bem básicas sobre a história da cidade. Amsterdam nasceu de um pequeno povoado de pescadores e no século XII, a cidade ganhou o nome de Amsteldam. Amstel por conta do Rio Amstel que banha a cidade, Dam porque significa barragem. Ao longo do tempo e dos episódios que a cidade de Amsteldam foi vivendo, o nome foi ganhando uma supressão até chegar à Amsterdam.

Foram tantos os acontecimentos na cidade que, durante todo o período desde a fundação até os dias de hoje, Amsterdam reúne um acervo histórico gigante. Esse acervo pode ser visto através dos prédios, ruas, museus… A cidade é a capital do Reino dos Países Baixos e é a cidade mais populosa do país. Por aqui, vivem um pouco mais de 800 mil habitantes, entre nativos e expatriados. Se você quer conhecer mesmo Amsterdam seu dia de passeio precisa ser a pé. Por isso, em um dia, você precisa ir até esses lugares:

Estação Central

Vamos admitir que seu passeio vai começar por aqui. A Centraal Station é ponto de chegada e partida da cidade de Amsterdam. Mas para além da função de estação de trem, a Estação Central conta uma história muito interessante. Construida entre 1881 e 1889, o prédio foi desenhado pelo famoso arquiteto holandês Petrus J.H. Cuypers. A construção do prédio ocorreu em um momento muito próspero para a cidade.  No período vários edifícios públicos importantes em Amsterdam estavam em construção: como Rijksmuseum, Concertgebouw, Stadsschouwburg, Central Post Office. O estilo da época era uma mistura de neo-gótico com neo-renascentista. O lugar é lindo e vale muito a pena dar uma conferida no salão central.

Estacionamento de bicicletas na estação central de Amsterdam. Acervo pessoal

Praça Dam

Saindo da Estação Central você vai caminhando até a Dam Square ou Praça Dam. A Dam é um lugar muito especial para Amsterdam.  Aqui passava o Rio Amstel e foi no mesmo lugar que a primeira barragem da cidade foi consruída, uma ampla ponte com portas de madeira que continha o fluxo de água durante a maré alta, ficava localizada entre o atual Monumento Nacional e a rua Damrak. Aliás, o Monumento Nacional que fica do lado oposto ao Palácio Real, é uma das edificações que você encontra por lá. Ele foi construído em 4 de maio de 1956, em memória aos que morreram durante a Segunda Guerra Mundial. Já o Palácio Real, foi construido em 1648 pela família do rei Orange. Atualmente o palácio é utilizado para eventos importantes e para a celebração de datas marcantes no país. O atual Rei, Willem-Alexander, tem sua residência oficial em Haia. Ao lado do Palácio Real, você encontra a Nieuwe Kerk que tem mais de 600 anos. Construida em 1408 a Nieuwe Kerk passou por dois grandes incendios que a destruiram quase que completamente. Mas em todas as vezes ela foi restaurada e mantida mais forte do que o projeto inicial.

Red Light District

Ali, bem pertinho da Praça Dam, você vai encontrar o De Wallen ou o famoso Red Light District. Antes de tudo, você precisa saber que este é um bairro normal como outro qualquer na cidade, o que diferencia ele dos outros bairros é o comércio existente e as vitrines onde as prostitutas trabalham. Por aqui, você encontra os famosos coffee shops, smart shops e as vitrines. Depois de muitos anos lutando contra a prostituição ilegal no país, no século XVII a Holanda decidiui oficializar a profissão no país. Essa atitude ajudou a enfraquecer o tráfico de pessoas que existia por aqui e permitiu que as mulheres que quisessem trabalhar com a prostituição tivessem seus direitos garantidos pelo Estado. O Red Light District é constituido por um conjunto de ruas estreitas dividido por alguns canais. O mais curioso é que, o bairro foi constituido ao redor de uma igreja, a Oude Kerk. Avançando um pouco mais a dentro do bairro, você encontra a Nieuwmarkt, a praça de comércio que hospeda uma parte dos antigos portões de Amsterdam. O prédio, De Waag, parece um castelinho no meio da cidade. Hoje, o prédio abriga um restaurante mas no passado ele foi muito importante para as delimitações e proteção da cidade. A edificação é um pouco do que restou após a queda do muro e um dos grandes incêdios que Amsterdam sofreu.

Canais

Durante a sua caminhada, você certamente já passou por pelo menos uma das mais de 1500 pontes de Amsterdam e cerca de 160 canais. Caso você não saiba, os principais canais da cidade, que formam um grande cinturão do centro histórico foram incluidos na lista de Patrimonio Mundial da UNESCO, no ano de 2010. Se você tem medo de se perder nos canais, a gente sugere fortemente: perca-se. Porque só assim você vai conhecer Amsterdam de verdade. São tantos recortes lindos que você se depara que fica dificil escolher um dos canais para parar e ficar observando. Você vai encontrar barquinhos passando por ai, de locais e de turismo. Vai encontrar as famosas casa barco que dão todo o charme  a cidade e de quebra, vai fazer aquela foto linda que todo mundo quer fazer quando vem para cá.

Blooemenmarkt

Seguindo o seu caminho a pé, você vai conhecer o Blooemenmarkt ou o mercado das flores. Essa região é recheada de lugares bacanas e de história. A torre que fica ao lado do Blooemenmarkt é a Munttoren, outra parte da antiga entrada de Amsterdam que ficava ligada por uma muralha até o portão Waagen, na Nieuwmarkt, lembram? Antigamente, o atual mercado das flores  vendia apenas árvores e folhas, com o tempo e com o crescente comércio de flores o mercado começou a receber este tipo de material. Praticamente nenhuma flor cortada era vendida até os anos 60. Hoje o mercado reúne além de flores e plantas diversas, um acervo bem grande de souvenirs. Com a massificação turistica na região, os vendedores sentiram a necessidade de incluir esses objetos as vendas. Ali, bem pertinho você também vai encontrar a Rembrandtplein que, antigamente, era uma praça que recebia vendedores de queijo, leites e derivados. Hoje, a praça que é denominada assim por conta do famoso pintor holandês, Rembrandt, é super conhecida por ser um local movimentado durante a noite: com bares, restaurantes e festas. Por ali, nos dias de hoje, você encontra uma estátua em homenagem ao pintor e parte de sua obra Night Watch em esculturas.

Museumplain

Saindo do Blooemenmarkt você vai caminhando a Museumplain ou a praça dos museus. É aqui que o famoso letreiro I amsterdam está. É na Museumplain que você encontra o Rijksmuseum, o museu dos Países Baixos, O Van Gogh Museum, o Stedelijk Museum e o Concertgebouw. Por aqui aconteceram muitos fatos curiosos e importantes para o desenvolvimento da cidade. A área foi planejada para ser um ambiente recreativo e principlamente de cultura. No extenso gramado que está sempre bem verdinho, você encontra os locais deitados lutando por um espaço para pegar um pouqinho de sol durante o verão e a primavera. O espelho de água em frente ao Rijksmuseum, durante o inverno, se torna uma pista de patinação.

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Albert Cuypmarkt

E para finalizar o passeio, nada melhor do que uma feira! A maior feira a céu aberto da Europa fica ali pertinho da Museumplain. A gente sabe que nessa hora você já tá morrendo de fome e desesperado para comer algo, por isso, estratégicamente o passeio termina por aqui. É na Albert Cuypmarkt que você vai degustar o que a Holanda tem de mais típico. O Stroopwafel feito na hora, aquela bolachina recheada com caramelo que eu (Mi) amo!!! E o Haring, aquele peixe cru que é curtido em salmoura e pode ser acompanhado de picles ou pão, o Romulo adorou – blééérgh!! Se você não sabe nada do que estamos falando e não viu a minha reação quando isso aconteceu, então clica aqui e confere o nosso vídeo.

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Mirella e Romulo compartilham suas experiências de viagem e trabalho enquanto vivem pelo mundo.

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